quarta-feira, 14 de julho de 2010

O QUE É ADMINISTRAÇÃO?

ADMINISTRAÇÃO é a tomada de decisão sobre recursos disponíveis, trabalhando com e através de pessoas para atingir objetivos, é o gerenciamento de uma organização, levando em conta as informações fornecidas por outros profissionais e também pensando previamente as consequencias de suas decisões. É também a ciência social que estuda e sistematiza as práticas usadas para administrar.
Os princípios para administrar algo são: planejar, organizar, dirigir e controlar, sendo que as principais funções administrativas são:
  • fixar objetivos;
  • analisar, conhecer os problemas;
  • organizar e alocar os recursos, tanto financeiros, quantos tecnológicos e humanos;
  • liderar, comunicando, dirigindo e motivando pessoas;
  • negociar;
  • tomar decisões;
  • controlar, mensurando e avaliando.

O bom desempenho da administração depende de que o profissional consiga ser um bom líder, capaz de lidar com pessoas, negociando e comunicando, e também apto a tomar decisões, tendo uma visão sistêmica e global da situação que administra.

Existem quatro áreas básicas de atuação do administrador: Finanças, Produção,Marketing e Recursos Humanos, porém o mercado abrange várias áreas de conhecimento. A administração é resultado de um processo de formação que passa pelas mais diversas áreas, desde as exatas, como matemática, até humanas como filosofia.

Cada vez mais está ciência adquire importância na formação de profissionais para estruturar e impulsionar o funcionamento dos mais diversos setores das organizações. Como as empresas adquirem crescente complexidade e tamanho na economia de mercado, é essencial que haja profissionais com competência para administrar. Também ganha valor diante do mercado financeiro , pois busca entender e sistematizar a administração do capital, fator essencial na economia atual.

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http://www.fea.usp.br/conteudo.php?i=193

terça-feira, 13 de julho de 2010

Conheça a História da Administração

A história da Administração iniciou-se num tempo muito remoto, mais precisamente no ano 5.000 a .C, na Suméria, quando os antigos sumerianos procuravam melhorar a maneira de resolver seus problemas práticos, exercitando assim a arte de administrar.



Depois no Egito, Ptolomeu dimensionou um sistema econômico planejado que não poderia ter-se operacionalizado sem uma administração pública sistemática e organizada.



Em seguida, na China de 500 a.C, a necessidade de adotar um sistema organizado de governo para o império, a Constituição de Chow, com seus oito regulamentos e as Regras de Administração Pública de Confúcio exemplificam a tentativa chinesa de definir regras e princípios de administração. Apontam-se, ainda, outras raízes históricas. As instituições otomanas, pela forma como eram administrados seus grandes feudos. Os prelados católicos, já na Idade Média, destacando-se como administradores natos. A Alemanha e a Áustria, de 1550 a 1700, através do aparecimento de um grupo de professores e administradores públicos chamados os fiscalistas ou cameralistas. Os mercantilistas ou fisiocratas franceses, que valorizavam a riqueza física e o Estado, pois ao lado das reformas fiscais preconizavam uma administração sistemática, especialmente no setor público.




Na evolução histórica da administração, duas instituições se destacaram: a Igreja Católica Romana e as Organizações Militares.



A Igreja Católica Romana pode ser considerada a organização formal mais eficiente da civilização ocidental.




Através dos séculos vem mostrando e provando a força de atração de seus objetivos, a eficácia de suas técnicas organizacionais e administrativas, espalhando-se por todo mundo e exercendo influência, inclusive sobre os comportamentos das pessoas, seus fiéis.



As Organizações Militares evoluíram das displicentes ordens dos cavaleiros medievais e dos exércitos mercenários dos séculos XVII e XVIII até os tempos modernos com uma hierarquia de poder rígida e adoção de princípios e práticas administrativas comuns a todas empresas da atualidade.



O fenômeno que provocou o aparecimento da empresa e da moderna administração ocorreu no final do século XVIII e se estendeu ao longo do século XIX, chegando ao limiar do século XX. Esse fenômeno, que trouxe rápidas e profundas mudanças econômicas, sociais e políticas, chamou-se Revolução Industrial.




A Revolução Industrial teve início na Inglaterra, com a invenção da máquina a vapor, por James Watt, em 1776. A aplicação da máquina a vapor no processo de produção provocou um enorme surto de industrialização, que se estendeu rapidamente a toda a Europa e Estados Unidos.




A Revolução Industrial desenvolveu-se em duas fases distintas: a primeira fase de 1780 a 1860. É a revolução do carvão, como principal fonte de energia, e do ferro, como principal matéria-prima. A segunda fase de 1860 a 1914. É a revolução da eletricidade e derivados do petróleo, como as novas fontes de energia, e do aço, como a nova matéria-prima.




Ao final desse período, o mundo já não era mais o mesmo. E a moderna administração surgiu em resposta a duas consequências provocadas pela Revolução Industrial, a saber:
a) crescimento acelerado e desorganizado das empresas que passaram a exigir uma administração científica capaz de substituir o empirismo e a improvização;
b) necessidade de maior eficiência e produtividade das empresas, para fazer face à intensa concorrência e competição no mercado.




Difícil é precisar até que ponto os homens da Antiguidade, da Idade Média e até mesmo do início da Idade Moderna tinham consciência de que estavam praticando a arte de administrar.
Já no século XX, surge Frederick W. Taylor, engenheiro americano, apresentando os princípios da Administração Cientifica e o estudo da Administração como Ciência.



Conhecido como o precursor da TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA, Taylor preconizava a prática da divisão do trabalho, enfatizando tempos e métodos a fim de assegurar seus objetivos “de máxima produção a mínimo custo”, seguindo os princípios da seleção científica do trabalhador, do tempo padrão, do trabalho em conjunto, da supervisão e da ênfase na eficiência.



Nas considerações da Administração Científica de Taylor, a organização é comparada com uma máquina, que segue um projeto pré-definido; o salário é importante, mas não é fundamental para a satisfação dos funcionários; a organização é vista de forma fechada, desvinculada de seu mercado; a qualificação do funcionário passa a ser supérflua em consequência da divisão de tarefas que são executadas de maneira repetitiva e monótona e finalmente, a administração científica, faz uso da exploração dos funcionários em prol dos interesses particulares das empresas.




Em 1911, Taylor publicou o livro considerado como a “biblia” dos organizadores do trabalho: PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA, que tornou-se um best-seller no mundo inteiro.




Reconhece-se hoje que as propostas pioneiras de Taylor deflagaram uma “febre” de racionalização, que prepararam o terreno para o advento do TQC (Total Quality Control), ocorrido ao longo do pós-guerra.




As propostas básicas de Taylor: planejamento, padronização, especialização, controle e remuneração trouxeram decorrências sociais e culturais da sua aplicação, pois representaram a total alienação das equipes de trabalho e da solidariedade grupal, fortes e vivazes no tempo da produção artesanal. Apesar das decorrências negativas para a massa trabalhadora, que as propostas de Taylor acarretaram, não se pode deixar de admitir que elas representaram um enorme avanço para o processo de produção em massa.




Paralelamente aos estudos de Taylor, Henri Fayol que era francês, defendia princípios semelhantes na Europa, baseado em sua experiência na alta administração. Enquanto os métodos de Taylor eram estudados por executivos europeus, os seguidores da Administração Científica só deixaram de ignorar a obra de Fayol quando a mesma foi publicada nos Estados Unidos. O ataso na difusão generalizada das idéias de Fayol fez com que grandes contribuintes do pensamento administrativo desconhecessem seus princípios. Fayol relacionou 14 (quatorze) princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos de Taylor.



As 05 (cinco) funções precípuas da gerência administrativa como: planejar, comandar, organizar, controlar e coordenar, o já conhecido e exaustivamente estudado nas escolas de administração -PCOCC - são os fundamentos da Teoria Clássica defendida por Fayol. Esta Teoria considera: a obsessão pelo comando, a
empresa como sistema fechado e a manipulação dos trabalhadores, que semelhante à Administração Científica, desenvolvia princípios que buscavam explorar os trabalhadores.




Traçando-se um paralelo entre a Administração Científica e a Administração Clássica, conclui-se que enquanto Taylor estudava a empresa privilegiando as tarefas de produção, Fayol a estudava privilegiando as tarefas da organização. A ênfase dada pelo primeiro era sobre a adoção de métodos racionais e padronizados e máxima divisão de tarefas enquanto o segundo enfatizava a estrutura formal de empresa e a adoção de princípios administrativos pelos altos escalões.



Na história da evolução da Administração não se pode esquecer a valiosa contribuição de Elton George Mayo, o criador da TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS, desenvolvida a partir de 1940, nos Estados Unidos e mais recentemente, com novas idéias, com o nome de Teoria do Comportamento Organizacional. Ela foi, basicamente, o movimento de reação e de oposição à Teoria Clássica da Administração, com ênfase centrada nas PESSOAS. Teve como origem: a necessidade de humanizar e democratizar a administração, o desenvolvimento das chamadas ciências humanas(psicologia e sociologia), as idéias da filosofia pragmática de John Dewey e da Psicologia Dinâmica de Kurt Lewin e as conclusões do Experimento de Hawthorne, já bastante estudado e discutido nas escolas de administração. Em 1932, quando a experiência foi suspensa, estavam delineados os princípios básicos da Escola de Relações Humanas, tais como: o nível de produção como res ultante da integração social; o comportamento social do empregado; a formação de grupos informais; as relações interpessoais; a importância do conteúdo do cargo e a ênfase nos aspectos emocionais.




A partir de 1950 foi desenvolvida a Teoria Estruturalista, preocupada em integrar todas as teorias das diferentes escolas acima enumeradas, que teve início com a Teoria da Burocracia de Max Weber, que se baseia na racionalidade, isto é, na adequação dos meios aos objetivos (fins), para que se obtenha o máximo de eficiência.




Convém citar ainda, a Teoria de Sistemas desenvolvida a partir de 1970, que passou a abordar a empresa como um sistema aberto em contínua interação com o meio ambiente que o envolve e a Teoria da Contingência, desenvolvida no final da década de 1970. Para essa teoria a empresa e sua administração sã variáveis dependentes do que ocorre no ambiente externo, isto é, a medida que o meio ambiente muda, também ocorrem mudanças na empresa e na sua administração como consequência.



Assim sendo, os princípios fundamentais das Teorias de Taylor, Fayol, Mayo e Weber foram e serão sempre os pilares da evolução e do desenvolvimento da ciência da Administração e que têm motivado e impulsionado os estudos, pesquisas,trabalhos e obras dos seus seguidores até os nossos dias.




É importante conhecer a história da Administração no Brasil e os precursores da luta de torná-la reconhecida. A história da Administração iniciou-se em 1931, com a fundação do Instituto da Organização Racional do Trabalho - IDORT, que contava com o Professor Roberto Mange, suíço naturalizado, na sua direção técnica.




Em meados do mesmo ano o Departamento Administrativo do Serviço Público, até hoje conhecido pela sigla DASP, foi fundado pelo Dr. Luiz Simões Lopes. Por este órgão foi criada a Escola de Serviço Público que enviava técnicos de administração aos Estados Unidos para a realização de cursos de aperfeiçoamento, com defesa de tese. Os conhecimentos e as ações desenvolvidas por estes especialistas, no seu retôrno ao país, fez deles pioneiros da Administração no Brasil, como profissão. Novamente sob orientação do Dr. Luiz Simões Lopes, em 1944, foi criada a Fundação Getúlio Vargas, mantenedora da EASP - Escola de Administração de Empresas de São Paulo.




Junto com o DASP, foi criado um cargo exclusivo de Técnico em Administração (hoje Administrador). Sentia-se então a necessidade de institucionalização urgente da profissão do Administrador, como forma de preservar o mercado de trabalho para os que já atuavam na Administração Pública e para os egressos daquelas escolas, bem como, defender a sociedade de pessoas inabilitadas e na maioria despreparadas.



No entanto, institucionalizar uma profissão não é tarefa fácil e a estrtégia adotada deveria consistir na fundação da ABTA - Associação Brasileira de Técnicos de Administração, em 19 de Novembro de 1960, que tinha como símbolo o hexágono.




A entidade recém-criada começou a desenvolver esforços com vistas a preparação de um projeto de lei que institucionalizasse a administração. É de inteira justiça salientar aqui a inestimável colaboração do Professor Alberto Guerreiro Ramos, Técnico de Administração do DASP, na época Deputado Federal, para a aprovação do projeto. Guerreiro Ramos foi decisivamente apoiado pela ABTA na luta pela sanção presidencial, já que a reação de poderosas forças contrárias pugnava pelo veto.



Afinal, com o importante apoio do Diretor Geral do DASP, a Lei nº 4769, foi sancionada em 09 de Setembro de 1965, pelo então Presidente da República, Humberto de Alencar Castelo Branco.




Para implantação da citada Lei, o Ministério do Trabalho nomeou uma Junta Federal presidida por Ibany da Cunha Ribeir, aliada à ABTA, presidida por A. Nogueira de Faria, que forneceu sua estrutura e seus recursos materiais e humanos, implantando assim os Conselhos Regionais de Minas Gerais, Ceará, Pernambuco e Bahia.




Entre os que exerceram o cargo de Técnico de Administração no DASP, além dos acima mencionados, podemos citar Celso Furtado e Belmiro Siqueira. Este último ocupou vários cargos naquela repartição pública, dentre eles o de Diretor Geral, em 1967 e 1968.



BELMIRO SIQUEIRA é o Patrono dos Administradores, título que lhe foi outorgado “pos-mortem” e dá nome ao concurso nacional anualmente promovido pelo Sistema CFA/CRAs: prêmio “BELMIRO SIQUEIRA DE ADMINISTRAÇÃO”. Administrador, professor, consultor, assessor governamental, colunista de vários jornais, sempre escrevendo sobre assuntos ligados à sua área de atuação.




Autor de vários trabalhos sobre Administração, foi eleito Conselheiro Federal em 1977 e Vice-Presidente do Conselho Federal de Administração - CFA, até 28 de Novembro de 1987, data de seu falecimento. Na ocasião encontrava-se no exercício da Presidência do CFA. Era mineiro de Ubá, nascido a 22 de Outubro de 1921.




Torna-se imperativo, nesta oportunidade, exaltar a valiosa, decisiva e importante contribuição do Administrador Belmiro Siqueira. cujo talento, profissionalismo e dedicação à nossa categoria ficarão para sempre registrados nos anais da história da Administração, no Brasil.




Os profissionais de administração eram denominados, na época, de Técnicos de Administração, o que transmitia uma conotação de formação escolar de nível médio.




Mais de 02 anos após a publicação dessa Lei ela foi regulamentada através do Decreto 61.934, de 22 de setembro de 1967.




Foi criado então, o órgão responsável pela disciplina e fiscalização do exercício profissional: o CFTA – Conselho Federal de Técnicos de Administração, com a missão de trabalhar pela afirmação da existência e fixação da profissão de Administrador no macro-sistema sócio-jurídico-econômico nacional.




Começaram a ser criados outros Conselhos Regionais nas diversas capitais do país, que hoje compõem o Sistema CFA/CRA’s, com a finalidade de difundir e consolidar a missão do órgão maior (CFTA) da categoria, com abrangência e autonomia nas diversas regiões da Unidade Federativa.




Coincidindo com o 20° aniversário da criação da profissão de Administrador, por força da Lei Federal n°735, de 13 de junho de 1985, foi mudada a denominação de Técnico de Administração para ADMINISTRADOR, após uma vibrante campanha em 1983, coordenada pelo CRA-SP, que levou ao Ministério do Trabalho as reivindicações de todas as instituições do País ligadas ao campo da administração: universidades, faculdades, associações profissionais, sindicatos, além de milhares de assinaturas de profissionais e apoio de centena de Câmaras Municipais.




Inicia-se, assim, um novo tempo de desenvolvimento e aperfeiçoamento da Administração, como Ciência e como Profissão. A tecnologia moderna aliada aos cientistas, pesquisadores e professores, com seus mecanismos, estudos e trabalhos vêm provando que Administrar é necessário, proveitoso e imprescindível em qualquer segmento, contexto ou situação na vida das pessoas, das empresas e das entidades.




Neste ano de 2005 a profissão de Administrador completa, oficialmente, 40 anos de sua criação no Brasil e no decorrer dessas quatro décadas é inegável o crescimento e o aperfeiçoamento das pessoas e instituições que estudam, ensinam, trabalham, dirigem ou fiscalizam a profissão do Administrador, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas.




Atualmente existem mais de 1.700 instituições de ensino superior e de especialização na área de Administração, um contingente de mais de 300.000 profissionais registrados em todo país, 600.000 alunos cursando administração, além da demanda aos vestibulares da área, que só perdem para os dos cursos de medicina.




Texto extraído do original da autora: Adm. Lucinda Pimental Gomes Texto publicado no Informativo Mensal do CRA/CE, CRA em Ação, Ano 1 Nº 07 Agosto/Setembro de 2005
Article taken from Faculdade de Administração - FAPI -









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A HISTÓRIA DO TOYOTISMO.

A base do sistema Toyota de produção se estabeleceu com a automação inteligente de Jidoka e com a produção just-in-time do seu filho Kiichiro.

Taiichi Ohno colocou esses conceitos para funcionar sistematicamente com grande apoio de Eiji Toyoda e de sua paixão pela produção.

O conceito de automação inteligente, chamado "Jidoka" nasceu nos teares criados por Sakichi Toyoda o fundador do grupo Toyota.

Tradicionalmente, a tecelagem sempre foi um trabalho manual. O tecelão fornecia o fio horizontal para frente e para trás entre os fios verticais.

Sakichi observava sua mãe trabalhando no tear manual original de madeira em 1890. Esse tear era de fácil operação e quase 50% mais eficiente do que os teares anteriores.

O tecelão poderia mover o condutor do fio para frente e para trás com uma mão e fornecer o fio horizontal ao mesmo tempo. Depois, Sakichi começou a trabalhar em teares mecânicos.

Em 1896, ele criou o primeiro tear mecânico do Japão e continuou aperfeiçoando-os cada vez mais.

Em 1924, Sukichi e seu filho Kiichiro, executaram um feito histórico. Eles criaram o primeiro tear mecânico do mundo que fornecia o tecido e o fio horizontal com segurança, sem interromper o trabalho.

Vamos observar as caracteristicas desse tear mecânico que não parava. O modelo G.

Os teares tradicionais desperdiçavam material em tecidos como esse, quando o fornecedor de fios verticais arrebentava, o que era frequente, para evitar esse desperdício Sakichi e Kiichiro instalaram um medidor fino de metal nos fios verticais. O medidor deslizava e parava o tear se o fio arrebentasse.

Estas inovações de parada automática, para evitar desperdício foram absolutamente extraordinárias Sakichi criou sensores sofisticados e fez isso sem o benefício da tecnologia eletronica e ótica que hoje mal apreciamos. Suas inovações eliminariam as necessidades de um operador para observar cada tear continuamente.Um operador poderia observar mais de trinta teares. O modelo G atraiu muita atenção na Europa e nos Estados Unidos.

Então, os avanços de Sakichi resultaram em máquinas capazes de parar automaticamente se algum problema ocorresse, que não iriam produzir peças com defeito e que eliminariam a necessidade de operadores para observá-las.

O caractere do meio da palavra japonesa para automação "Jidoka" é "do", para movimento. Mas Sakichi substituiu esse caractere por um que significa " trabalho de valor acrescentado". Observe o elemento adicional do lado esquerdo que significa "pessoas". O Jidoka de Sakichi colocou o elemento humano na automação.

Kiichiro incorporou suas operações automobilisticas em 1937 e começou a operar uma fabrica de automóveis. Ele referenciou os métodos americanos de produção em série para suas fábricas e desenvolveu o início da produção just-in-time. A ideia, era eliminar o desperdício produzindo somente o necessário e apenas na quantidade necessária. Produzir carros de qualidade e de desempenho satisfatorio requer empenho total. E Kiichiro iria refinar ainda mais produção just-in-time.

Mas com o início da II Guerra Mundial em 1941, interrompeu seus esforços. Ele instruiu Eiji a colocar a fábrica dentro dos padrões americanos de tecnologia dentro de três anos. Era uma tarefe assustadora. A produtividade e produção nos EUA era oito vezes maior que no Japão. E a Toyota não tinha muitos equipamentos nem capital. Então aumentar a produtividade era uma questão urgente.

Eiji designou um gerente para a oficina de máquinas chamado Taiichi Ohno para desenvolver um sistema de produção mais eficiente. Os dois procuravam uma maneira de aumentar o valor da produtividade de cada operário. E eles fizeram isso utilizando o conceito de Jidoka de Sakichi para o funcionamento em todas as suas operações. Eles também pesaram em maneiras de aumentar os recursos limitados de equipamentos e capital, para isso eles colocaram o conceito just-in-time de Kiichiro para funcionar sistematicamente.

PARTE II - TOYOTA - Lean Manufacturing

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Linha de montagem

LINHA DE MONTAGEM
Trabalho realizado pela minha turma, para a disciplina de Teoria da Administração I1


Os alunos do 3° semestre de Administração do UniFAI, Vila Mariana, período matutino, tiveram como atividade a realização de um café da manhã a pedido da professora de Teoria da Administração, Rosemeire do Carmo Mota, cujo objetivo foi que eles entendessem o que é uma linha de montagem.

A atividade foi executada no dia 11 de março de 2010, na sala de aula, e cada aluno ficou responsável em levar um material de apoio e também exercer uma função a sua escolha.


Foi possível observar os efeitos que levam a entender as diversas fases de um processo produtivo. O procedimento foi semelhante ao de uma montadora: os colaboradores foram encomendados a terceiros e coube-lhes a tarefa de realizar, por meio de uma pretensa linha de montagem, a organização de um café da manhã.


Os alunos puderam identificar que, para que haja uma produção em série é preciso que se saiba perfeitamente identificar um fluxo. Os passos desse fluxo é que determinarão os ganhos de produtividade, aumentando o lucro em função de seu melhor aproveitamento unidade/tempo.


Um fluxo perfeito e otimamente planejado determina o não retrabalho, aumentando a eficiência produtiva. A ideia é que as falhas de processo sejam mínimas, tendendo a zero. Logo, deseja-se que a produção seja feita de forma que o produto desenvolvido não tenha falhas, ou seja, que não retorne ao inicio, mas prossiga corretamente as sequências evitando, assim, a perda de tempo.


Outro fator observado foi a necessidade de ritmo e o entendimento de que para isso é necessário que os produtos estejam armazenados corretamente para que o próximo colaborador não saia prejudicado, evitando descompassos e a própria desorganização do processo produtivo.


Em uma linha de montagem, o seu gerenciamento e planejamento devem levar em conta os aspectos ergonômicos a fim de tornar a produtividade tão elevada quanto o bem estar do operador. Se isso for observado e alcançado, todos sairão ganhando: empregador e empregados.


As críticas ao processo de produção por linha de montagem referem-se ao fato de que o trabalhador conhece apenas uma parte do processo, não o dominando como um todo e tornando-se, assim, um ignorante processual. Hoje em dia, há novas formas de processo produtivo que levam em conta o aspecto anteriormente citado.


















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Alunos do 3° semestre do curso de administração do UNIFAI, Vila Mariana, matutino

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Intraempreendedor: Empreendedorismo além do próprio negócio


20 de junho de 2008 às 00:01
Por *Luiz Fernando Garcia – IMAGEPRESS


O intra-empreendedor tem um objetivo comum com o dono da empresa em que trabalha: os dois se empenham ao máximo para alcançar o sucesso nos negócios. Podemos até dizer que, mais do que uma hierarquia de trabalho – em que o dono, detentor do capital e do empreendimento, comanda e estabelece as diretrizes a serem seguidas pelos funcionários – a relação do intra-empreendedor com o presidente da empresa é uma parceria, em que são compartilhados tanto os riscos como o foco da empresa.

O empreendedor é um profissional dotado de uma visão revolucionária, capaz de causar um verdadeiro “furacão” na sua vida profissional, pois está sempre em busca de resultados. Em outras palavras, o empreendedor não descansa enquanto não alcança seu objetivo, que muitas vezes é julgado, aos olhos alheios, como impossível.
Porém, essa força que existe nos empreendedores não necessita, necessariamente, ser canalizada para o negócio próprio. Um empreendedor não precisa abrir uma empresa para ser um empreendedor, já que as características desse profissional, e que fazem dele um inovador e visionário, são inatas e não dependem de um empreendimento em si para vigorarem. Pelo contrário: o intra-empreendedor, como é chamado o profissional que investe sua capacidade empreendedora no mercado de trabalho, é visto como figura necessária nas empresas que têm, em sua cultura, a inovação e a visão futura.

A diferença entre esses profissionais é que, enquanto o que mantém o foco em abrir o próprio negócio arrisca seu capital, o intra-empreendedor põe em jogo sua carreira e seu emprego, que são, respectivamente, o seu maior capital. Essa é a maior característica que os difere. Em outros pontos, ambos mantêm a mesma ousadia e persistência.

O intra-empreendedor tem um objetivo comum com o dono da empresa em que trabalha: os dois se empenham ao máximo para alcançar o sucesso nos negócios. Podemos até dizer que, mais do que uma hierarquia de trabalho – em que o dono, detentor do capital e do empreendimento, comanda e estabelece as diretrizes a serem seguidas pelos funcionários – a relação do intra-empreendedor com o presidente da empresa é uma parceria, em que são compartilhados tanto os riscos como o foco da empresa.

A história do mundo corporativo nos mostra casos clássicos, e de muito sucesso, de empreendedores que canalizaram essas habilidades para uma organização que já existe. Jack Welch, que fez carreira como CEO da General Eletric e se consagrou como o ícone entre os empreendedores, causou uma verdadeira revolução enquanto executivo na empresa. Suas atitudes, nem sempre eloqüentes, mudaram o valor de mercado da companhia de 14 bilhões para 410 bilhões de dólares. Isso nos mostra a incrível capacidade que um intra-empreendedor possui para modificar e melhorar a gestão dos processos já enraizados e que não necessariamente são sinônimos de resultados efetivos.
Vale lembrar que o caso acima ilustra apenas a valorização mensurável que Welch alcançou. Mesmo que o intra-empreendedor não ocupe uma posição de destaque formal dentro da corporação, ele é capaz de mudar os hábitos e os costumes de trabalho das pessoas que o cercam. Para que consiga executar plenamente o seu lado empreendedor, mesmo sendo funcionário, acredito que alguns “mandamentos” são importantes e devem ser levados em conta:

* Não tenha medo da demissão, só assim terá liberdade suficiente para por em prática aquilo em que acredita;
* Siga sua intuição, principalmente a respeito das pessoas que escolher para trabalhar com você. Escolha somente as melhores, mantenha-as ao seu redor e faça o que for necessário para ser uma delas;
* Não se limite a fazer aquilo que seu chefe pede. Estude as reais necessidades da empresa e pense em maneiras de trazer soluções inteligentes e aplicáveis. Desse modo, as pessoas reconhecerão suas habilidades empreendedoras naturalmente;
* Seja leal às suas metas, mas realista quanto às maneiras de atingí-las. Lembre-se, quanto maior o sonho, maior a glória em alcançá-lo; mas também, maior o tombo.

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*Luiz Fernando Garcia - é consultor especialista em manejo comportamental e empreendedorismo em negócios. É metodologista, empresário, palestrante e autor dos livros "Pessoas de Resultado" e "Gente que faz", da Editora Gente.

http://www.administradores.com.br/noticias/intraempreendedor_empreendedorismo_alem_do_proprio_negocio/15684/


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Conceito de empreendedorismo

O empreendedorismo se constitui em um conjunto de comportamentos e de hábitos que podem ser adquiridos, praticados e reforçados nos indivíduos, ao submetê-los a um programa de capacitação adequado de forma a torná-los capazes de gerir e aproveitar oportunidades, melhorar processos e inventar negócios.

Fonte: Material didático da disciplina de "Teoria Geral da
Administração
"